Brasil pode encarar grupo da morte no sorteio da Copa de 2026
Seleção chega como cabeça de chave, mas pode enfrentar cruzamentos pesados que incluem europeus fortes e campeões continentais.
Por Redação
O sorteio da Copa do Mundo de 2026 promete testar os nervos dos torcedores brasileiros. Mesmo como cabeça de chave, a seleção pode cair em um dos grupos mais difíceis do Mundial, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México. O evento está marcado para esta sexta-feira, às 14h (de Brasília), e deve definir cenários que vão do caminho tranquilo até uma combinação capaz de criar um autêntico “grupo da morte”. O sortei pode ser acompanhado pela TV e YouTube.
A formação das chaves segue regras específicas da Fifa: seleções de uma mesma confederação não podem se enfrentar na fase inicial, com exceção da Europa, que pode ter até duas equipes no mesmo grupo. Isso abre espaço para cruzamentos pesados envolvendo países que têm tradição, estrelas e histórico recente de resultados expressivos. Para quem acompanha o futebol mundial, o sorteio é decisivo e pode influenciar o percurso do Brasil na competição, que já se desenha como uma das mais equilibradas dos últimos anos.
Os rivais mais perigosos do pote 2
O pote 2 concentra algumas das equipes que mais preocupam os analistas. A Croácia é o exemplo mais claro: eliminou o Brasil na Copa de 2022 e segue com uma base experiente e competitiva. Além disso, o histórico entre as seleções tem momentos marcantes, como o confronto de abertura em 2014. Marrocos também surge como ameaça real. A seleção africana fez história no último Mundial ao alcançar a quarta colocação e chega forte novamente, sustentada por uma geração que atua em grandes ligas europeias.
Outro possível rival indigesto é o Japão. A equipe asiática venceu o Brasil em amistoso recente e mantém um estilo de jogo intenso, veloz e taticamente disciplinado. Já Suíça, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Áustria e Austrália completam o pote, compondo um leque amplo de adversários que podem equilibrar o grupo.
O peso do pote 3 e o perigo chamado Noruega
Após escapar dos grandes nomes do pote 2, o Brasil ainda precisa olhar com cautela para o pote 3. É nele que está a Noruega, considerada uma das maiores incógnitas do Mundial. A equipe chegou à Copa com goleadas marcantes nas eliminatórias e conta com nomes que desequilibram qualquer partida. Haaland e Odegaard, referências no futebol europeu, transformam os noruegueses em um rival capaz de elevar significativamente o nível de qualquer grupo. O histórico entre as seleções mostra um detalhe incômodo: o Brasil nunca venceu a Noruega.
Além dela, o pote 3 reúne adversários que variam entre tradição, crescimento recente e competitividade regional. Egito, Escócia, Argélia, Tunísia, Panamá, Costa do Marfim, Catar, Arábia Saudita, África do Sul, Uzbequistão e Paraguai representam cenários distintos, mas todos exigem atenção no planejamento da seleção brasileira.
O enigma do pote 4 e o risco de encontrar a Itália
O pote 4 é o mais imprevisível, já que ainda depende de repescagens e jogos classificatórios. A Itália, tetracampeã mundial, está nessa disputa e pode aparecer como adversária logo na primeira fase. Caso avance, será uma das equipes mais fortes desse bloco e somaria peso histórico ao grupo. A repescagem europeia também inclui Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia, mantendo o suspense sobre quem estará no sorteio.
Com a possibilidade de o Brasil enfrentar até duas seleções europeias, existe o cenário real de um grupo formado por Brasil, Marrocos, Noruega e Itália. Isso criaria um dos cruzamentos mais difíceis possíveis, reunindo força física, talento individual, tradição e campanhas recentes de destaque. Assim, o sorteio de 2026 pode definir desde um caminho inicial acessível até uma batalha intensa desde a primeira rodada.
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