Microsoft encerra suporte ao Windows 10 e usuários devem migrar para o Windows 11
Por NR Support
A Microsoft encerrou oficialmente nesta terça-feira (14) o suporte ao Windows 10, após uma década de funcionamento. A partir de agora, o sistema operacional deixará de receber atualizações, correções de segurança e suporte técnico da empresa. A medida faz parte da estratégia global da companhia, que desde 2021 incentiva a migração dos usuários para o Windows 11.
A decisão tem impacto direto sobre milhões de computadores em todo o mundo. Segundo estimativas da Consumer Reports, cerca de 650 milhões de pessoas ainda utilizavam o Windows 10 até agosto de 2025. O problema é que boa parte desses dispositivos não é compatível com os requisitos do Windows 11 — especialmente por limitações de hardware e ausência do chip TPM 2.0, exigido para o novo sistema.
Riscos de segurança aumentam sem as atualizações
O encerramento do suporte significa que o Windows 10 deixará de receber atualizações críticas de segurança. Especialistas alertam que os usuários que permanecerem com o sistema estarão mais vulneráveis a ataques cibernéticos, vírus e softwares maliciosos. “Sem os pacotes de segurança, o sistema se torna um alvo preferencial para hackers que exploram falhas conhecidas”, afirma Martin Kraemer, analista da empresa de cibersegurança KnowBe4.
Para minimizar os riscos, a Microsoft oferece um plano de atualizações estendidas com validade de um ano, ao custo de cerca de US$ 30 (aproximadamente R$ 163). Esse pacote fornece apenas correções de segurança e é voltado para empresas ou usuários que ainda precisam de tempo para planejar a transição.
Críticas e protestos sobre obsolescência programada
A decisão da Microsoft gerou protestos de entidades de defesa do consumidor. Nos Estados Unidos, a organização Consumer Reports criticou o fato de computadores sem suporte ao Windows 11 ainda terem sido vendidos até 2023, o que pode torná-los obsoletos em apenas três anos. Já na França, uma coalizão de 22 associações lançou uma petição pedindo à empresa que mantenha atualizações gratuitas até 2030.
Segundo o Public Interest Research Group (PIRG), cerca de 400 milhões de computadores não conseguirão ser atualizados para o novo sistema. A organização argumenta que a medida pode agravar o descarte de equipamentos e gerar impactos ambientais significativos.
Alternativas para quem não pode migrar
Para os usuários que não puderem instalar o Windows 11, uma das alternativas é recorrer a sistemas operacionais gratuitos, como o Linux, que vem ganhando popularidade entre desenvolvedores e pequenas empresas. “Se os aplicativos forem compatíveis e as ferramentas de segurança atenderem às necessidades do usuário, o Linux pode ser uma boa solução”, explica o analista Paddy Harrington, da consultoria Forrester.
Apesar de muitos recorrerem a antivírus, os especialistas ressaltam que essas ferramentas não substituem as atualizações do sistema. “Um antivírus atualizado ajuda, mas não compensa a ausência de suporte técnico. É uma solução temporária e limitada”, alerta Harrington.
O Windows 10 foi lançado em 2015 com a promessa de ser a “versão definitiva” do sistema da Microsoft, recebendo apenas atualizações contínuas. Dez anos depois, o ciclo chega ao fim. Agora, a empresa aposta no Windows 11 como plataforma principal, reforçando recursos de segurança e integração com inteligência artificial. Mais informações podem ser consultadas em https://www.microsoft.com.
Fotos Reprodução

